Contribuição ao Encontro Nacional de Educação

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Somos o Coletivo DesgovernarNos organizamos após as Jornadas de Junho de 2013 a partir de experiências de militância, inclusive no movimento de educação. O que nos uniu foi a intenção de construir uma militância crítica que supere a simples guerra de torcidas e certezas de cada corrente para produzir sínteses coletivas que nos permitam avançar na luta por uma sociedade igualitária e sem opressões.
Para isso, é fundamental estar em movimento; produzir na nossa realidade as ferramentas e bandeiras que exponham nossas demandas no movimento de educação. Compreendemos que, mesmo com toda a resistência ao avanço do projeto hegemônico, a educação ainda participa da reprodução ideológica e material da sociedade capitalista e, por isso, as transformações que vivenciamos hoje não são simplesmente indicadores para avaliar a capacidade de qualquer governo ou reitoria de responder as demandas da educação, como as vezes parece o debate. Sim, é necessário socializar nossos conhecimentos sobre a educação que temos, dizer que a privatização da universidade e o sucateamento das escolas fazem parte de um projeto de educação; a falta de infraestrutura de condições de trabalho para técnicos e professores e os baixos salários fazem parte de um projeto de educação. Sabemos isso, mas que projetos de educação são esses? Atendem que necessidades de elites dirigentes? 
Precisamos conhecer bem nossos adversários, além de pensar as palavras de ordem adequadas a realidade atual da educação, que não é a mesma que a do periodo FHC ou Lula. Não é apenas uma questão de ajustar as cifras e porcentagens para isso ou para aquilo. Precisamos repensar nossa forma de atuação e, além de unificarmos os grupos em luta, precisamos construir um movimento para nossa época, que dialogue com o máximo de pessoas possível.
Não seremos vitoriosos se não fizermos a nossa defesa de uma educação de qualidade ser a defesa da maioria dos oprimidos e explorados, assim como se nossas defesas de educação de qualidade não representarem os interesses desses oprimidos e explorados. Em 2012, a greve dos setores da educação reforçou a necessidade de construirmos juntos esse projeto, mas também evidenciou a nossa incapacidade em transformar essa necessidade em realidade. Não queremos somente greve de estudantes, técnicos administrativos e professores. Queremos greve unificada da educação, comandos de greve unificados, negociar as nossas pautas em conjunto. Queremos afirmar que a nossa luta não é apenas a convergência de interesses particulares das categorias, mas sim a materialização da necessidade de avançarmos a ruptura com a ordem do capital. Nesse encontro temos de somar nossos esforços de unidade e desarmar as torcidas inflamadas pra construirmos vitórias para nossas lutas.
1-Pela base que se constrói. Para que o ENE dê início a construção de comitês por universidade  e escola contra a mercantilização da educacao e por uma educação de qualidade;
2-Iniciar a preparação de uma grande greve unificada da educação para 2015;
3-Construir uma grande jornada de lutas com atos contundentes nas instituições de gestão da educação;
4-Participar das lutas contra  a criminalização dos movimentos sociais.

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